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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Porta Aberta, Gato na Rua


P:Quando é mais provável que um gato corra para fora de casa?
R: Quando a porta está aberta.

    Esta é uma questão pertinente. Após horas de longa meditação compreendi finalmente a razão porque a Dona (e a Mãe da Dona) do Gato estão sempre atentas às minhas chegadas e saídas do apartamento.
    Até há pouco imaginava, naturalmente enlevado, que era pelo amor e carinho que nutrem por mim, além das imensas saudades que sentem (ou por ter estado fora para ir comprar cigarros, ou porque já vou sair para ir comprar tabaco).
   Sou alto, por isso a minha cabeça está longe do chão. Dizem-me as pessoas mais próximas, com uma sinceridade de que desconfio, que tenho um pouco o nariz subido, ou elevado, … ah, já sei, empinado. Deve ser por isso que muito do que circula abaixo de certa altitude não existe, ponto. Isto inclui obviamente um certo tratante (zinho, concedo com esforço!!) que anda por aí.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Melhorou


  Hoje suspeitei, com grande satisfação, que o animal já me entendia. Como devem saber , uma das coisas que é mais frequente no nosso relacionamento com os ditos é dizer sai daí.

  É público que poucas vezes me digno falar com o Gartolas. Elas, a Dona e a Mãe da Dona do gato é que têm essa e outras incumbências.

  Mas por vezes sou obrigado a comunicar. Logo, o meu sai daí tem outro tom, outra entoação, é tempestuoso e imperativo: digo “BASA DAÍ”. E é assim que o informo ser meu desejo que abandone o meu cadeirão – a cadeira do Senhor, de madeira, braços longos, costas altas, reclinável, confortável e enfim, guarnecida com a respetiva cobertura almofadada.

  Claro que nunca obedeceu, o que resulta num delicado “chega para lá”. Até hoje! O dom gartolas obedeceu. Está provado que “basa”, não sendo português, se calhar é gatês.